BEDA #18 - Acertei
- Pedro Marzano

- 18 de ago. de 2022
- 2 min de leitura
Boa noite!
Como estão?
Hoje o dia foi tranquilo. Nada demais nem nada de menos.
Daqui a pouco as férias acabam. Segunda feira, para ser mais exato. Na verdade, vale falar que as aulas começam oficialmente na segunda. Provavelmente começarão mesmo no início de setembro.
Estou animado. Este semestre vai ser bem diferente do normal (se é que existiu um semestre normal até este momento na minha vida universitária). Vou basicamente “ajeitar” minha grade. Fazer as matérias que acabei deixando para depois e colocar o resto das coisas em dia.
Estou bem otimista. Este último semestre foi muito bom para mim. Não só me aproximei muito de um sistema eficiente de estudo, conhecendo ferramentas e métodos novos, como realmente pude perceber o quão certo é o meu caminho.
Tive uma entrevista para uma chance de iniciação científica excelente mas que não acabei passando - inclusive, quero muito falar sobre isso mas precisa ser um texto único -, e nela fui perguntado se estava gostando do curso. A minha resposta, que eu até talvez tenha já falado por aqui, foi que eu me sentia como um arqueiro praticando. Eu atirava uma flecha e, de longe, via que fui relativamente bem. A medida que me aproximava do alvo, entretanto, percebia que não fui relativamente bem; fui excelente. Mais uns passos adiantes e o excelente se torna incrível e, dia após dia, este se mostra perfeito.
É estranho descrever o sentimento. É uma mistura de orgulho e gratidão por poder fazer o que amo mas, ao mesmo tempo, um receio imenso pela natureza do local onde estou. O Brasil não é um país que gosta de ciência. Estudar ciências biológicas no Brasil parece ser como atravessar uma serra com pressa e, por isso, não conseguir apreciar a vista. Eu vivo meio tenso. “E agora?” “Preciso de um laboratório” “Onde vou fazer meu mestrado e doutorado?”.
Está aí mais um tema que quero falar e garanto que ainda vai aparecer no BEDA: a tal “fuga de cérebros”. Como um aperitivo, vou deixar uma provocação central no que eu penso a respeito.
Quem foge foge de alguma coisa.
E aí? Do que esses cérebros estão fugindo?
Até amanhã!
-Pedro Marzano




Olha só! Desta vez o comentário foi, sem que fosse preciso fazer login
Os cérebros estão fugindo pelo estágio em que o Brasil ainda se encontra.Básico, bem em busca de suprir o básico.Nem saneanto há! Os alunos, em escolas com salas lotadas,, impossível aprender! Muita pobreza e imensas famílias entre estes que lutam com mais dificuldade.