BEDA #9 - Dobras nas Dobras
- Pedro Marzano

- 9 de ago. de 2022
- 2 min de leitura
Boa noite!
Tudo bem?
Ontem tivemos um pequeno probleminha chamado “dormi demais”. Cheguei em casa depois da minha apresentação final na iniciação científica (que, inclusive, em breve virará post por aqui) e simplesmente capotei. Dormi até umas 18 e logo voltei a dormir.
Faz bem dar um descanso as vezes. Ainda mais considerando que estou de férias e, para ser sincero, talvez devesse focar exatamente nisso. Enfim...
Não tenho nada especial para discutir hoje. A minha cabeça justamente esteve focada em descansar ontem e hoje.
Estou meio viciado na temática aeroporto. Maratonei aquela série do Discovery “Aeroporto - Área restrita”. É um exemplo muito bom de algo que repito demais na minha cabeça: “nada é simples”.
É uma espécie de mantra que carrego comigo. Não por me lembrar de alguma conduta que deva ter ou coisa do tipo. É mais como uma regra que parece se fortalecer todo dia. Em um dos meus primeiros dias da IC (iniciação científica), eu (como sempre) não parava de perguntar ao pessoal que me rodeava. Em uma dessas ocasiões, meu orientador falou algo nas linhas “mas isso é muito complexo, não precisa se preocupar”. E eu, naturalmente e sem nem perceber, respondi de uma forma que surpreendeu até a mim mesmo.
“Relaxa. Excesso de informação não me assusta; me empolga”
Foi a primeira vez que consegui trespassar esse sentimento e, consequentemente, entendê-lo melhor. Realmente, quando eu percebo que existe todo um mundo de assuntos e circunstâncias sob o que parece simples eu fico genuinamente fascinado. É lindo como tudo realmente pode ser destrinchado, dissecado, reorganizado e explorado. Desde a economia mundial até as finanças de uma casa.
Eu amo isso.
E talvez seja isso que me faça amar tanto a ciência.
É maravilhoso entrar em aulas e ver os professores se perdendo em divagações sobre o que parecem vírgulas do assunto principal. É mais bonito ainda sentir que “eu nunca pensei nisso”. Algo novo, fascinante e extraordinário logo ali, que parecia um lugar tão pouco interessante.
Eu poderia entrar em uma divagação enorme sobre a relação que isso tem com a ciência de base - aquela que busca entender pelo entender, não pela utilidade do conhecimento.
Eu até faria isso, mas quero deixar para você.
Tente imaginar alguma ciência que você simplesmente não consegue entender o porque existe. E agora se esforce para tentar imaginar o que será que eles descobrem?
O que refletem os antropólogos que entram na amazônia para estudar e preservar línguas indígenas?
O que será que fascina tanto os entomologistas que colecionam insetos de todos os tipos?
E os historiadores? O que será que é tão interessante nessas pilhas de livros milenares que eles insistem em guardar?
Eu te garanto que há algo incrível só esperando pela sua atenção para te fascinar.
Afinal, nada é simples.
Inclusive, tive uma ideia interessante. Se você que está lendo tiver curiosidade, me mande por aqui alguma das áreas do conhecimento que você pensou agora há pouco. O que eles fazem? Quem sabe eu não consigo responder?
Enfim, por hoje é isso.
Espero que tenham gostado.
Até amanhã!
-Pedro Marzano




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