Um post pessoal
- Pedro Marzano

- 11 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
Já faz um tempinho desde meu último post; como de costume...
Eu tenho um quadro branco à minha direita. Nele coloco projetos, tarefas, objetivos e outras coisas mais ligadas à produtividade. A tinta que escreve “Café Expresso” já está lá há tanto tempo que ressecou, e sempre que apago-a, por algum motivo, deparo com o fantasma que, mesmo mais sutil, ainda prega as palavras na tela branca.
Abaixo, uma lista ambiciosa com temas interessantes que aguardam ansiosos pela sua vez de serem explorados. Alguns vão e voltam, outros formam novos fantasmas de tinta ressecada para me assombrar.
Não é de hoje que me obceco e abandono projetos. Cada dia mais percebo como esse comportamento fora perene em minha vida. Só não sei se gosto disso. Trafego entre o amor e ódio por essa característica. Ora me alegro com os milhares de abraços curtos dados à temas diversos, ora me deprimo com a dificuldade em cultivar esses abraços.
Refletindo, eu percebo que tenho um problema com tempo. Aliás, será que alguém não tem?
A verdade é que, quando faço algo, sinto que deveria estar fazendo outra coisa. Isso se intromete em tudo da minha vida: faculdade, namoro, entretenimento. Sempre quero ser “útil” e usar meu tempo de forma a crescer pessoalmente. A minha TDAH piora tudo. Justamente pelo uso de medicação, considero-me sempre contra o relógio, sempre tentando usufruir ao máximo dessas horas preciosas dadas à mim pela medicação.
O problema talvez seja a minha noção conturbada de “crescer”, afinal.
Esse post é para mim mesmo. Um pequeno desabafo sem muita conexão. Não faço questão de “fazer sentido”, afinal, eu saberei exatamente o que quis dizer ao reler essas palavras. Só espero conseguir despertar algo em mim que, no fundo, sei que só precisa de um estímulo rapidinho.



Entendi tudo meu querido e faz todo o sentido!
Abraçar o mundo é tarefa impossível e custamos a perceber isto. É preciso tempo e com ele se vai a nossa juventude!
Quando achamos que encontramos o passo certo, entre "pequenos e muitos abraços " ou "longos e poucos", a vida já correu na frente da gente.
Faz parte!
Não se cobre demais. O ritmo certo vai aparecer e a satisfação de despertar !
Beijo